DA SAUDADE

Da saudade
Que restou…
Em pó…
Se findou
Apenas trémula;
Ferida
De solidão negra
Vestida!
Névoa…
Razão envelhecida!
Sempre o relógio
Sempre as horas;
O silêncio na parede
Ao fundo… uma vida
Em tardes…
A queimar em ossos;
o calor
Tão sangrento, suor…
Tudo é cinza
De tanto te olhar;
Perdi-me… então
Para em tuas mãos
Me encontrar!


Carla Viegas

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