SÓ DE MADRUGADASó de madrugada ouço o silencio das casas
Dentro do vazio temperado das memórias
Aguardo assim o renascer das minhas asas
Para poder pairar novas históriasSó de madrugada sinto o desejo a gritar
Dentro de mim sobeja a verdade
Já passaram as horas certas de esperar
O abraço, aperto quente a eternidadeE é só de madrugada que o teu azul se perde
E é só de madrugada que me chamas
No meio dos teus sonhos e agonias
De todos os momentos que não amasE vens de madrugada e a correr
Para uns braços alvos e abertos
Na ânsia de algo estremecer
Na nova aurora já sem restosE eu estou sempre só de madrugada
Perdida também cansada
Em busca da tua fada
Desperta pelo pó do nadaVem então, hoje amanhã na Alvorada
E procura-me pelas estrelas apagadas
Se não me vires é porque adormeci cansada
Mas amanhã cá estarei de novo, só , de madrugadaAyperi