À PORTA DE UM BAR
Numa noite de luar,
Parei à porta de um bar
Não me contive e entrei!
Para ver se ali parava,
A mulher que eu procurava
E, em tempos, tanto amei!
Mal entrei, qual o meu espanto,
Quando vi sentada a um canto,
A mulher que eu procurava!
Mantendo loucos desejos
E, desperdiçando os beijos,
Que ela ao outro dava!
Sem ninguém se aperceber,
Chamei de parte a mulher
E contei-lhe a vida minha…
Não sei o que ela pensou;
Sei que a mesa abandonou
Saindo do bar sozinha!
Mário Roleto
(Mário do cachimbo)(Homenagem póstuma ao autor do poema)